SEM PARAGENS- em três andamentos

A Personagem encontra Marlene Frias

(A viagem)

– Surgem-me analogias repentinas, e numa viagem sem muitas certezas e com inseguranças, agarro-me a sentimentos enraizados em mim, como quem se agarra à vida.

                        – A dureza dos motores, a dureza da saudade.

A dureza dos motores numa partida – reforça a dureza de uma saudade; porém esta vai ficando para trás, numa pausa suspensa.

Levo em mim uma aliança que mantém os motores ligados. Admiro um azul que rodeia e embala a branca doçura das nuvens. Irei mergulhar neste azul e aterrar, num preenchimento do meu ser.

(4 meses depois)

Os sentimentos não param…as saudades também não. A descoberta galga cada dia que se vai vivendo. Ideias que se pensavam assentes, agora fazem-me oscilar, tornando-as incertezas e conversas a fio, sem conclusão.

O difícil cada vez menos difícil; o olhar para pessoas tão diferentes de mim, e ser cada vez mais tolerante.

A aliança cada vez mais forte. A vontade também…vontade de se poder viver tudo aquilo que se sente.

(Amanhã)

As saudades irão continuar, as descobertas também.

A aliança manter-se-á forte e ligará de novo os motores, para voar à procura de novas (in)certezas.

 Texto de Marlene Frias

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s