Em ponto morto é feito de histórias como a tua– um lugar onde se acolhem as histórias dos que aqui chegam para aqui as deixar. A autora do blogue guarda as palavras. Dá-lhes troco. Dá-lhes tempo. Mas não é ela quem vem à fala com os contadores e leitores.

Este blogue tem um livro por detrás. Um livro que aguarda publicação. A autora, que faz das palavras a sua ocupação e não se imagina a viver da espera, fez sair da obra a personagem principal e instalou-a neste ponto de encontro. É dela o ofício de apresentar pedaços de vida, episódios avulsos como os que, dentro do livro a que pertence, lhe animaram a existência. Cada história aqui publicada tem pois a forma de um encontro entre a Personagem e a pessoa que realmente a viveu.

Quais as regras do jogo?

Todos são bem-vindos a participar– com uma história pessoal, um episódio marcante, um apontamento autobiográfico. 

A autora deste espaço reserva-se no entanto o direito de publicar, adaptar, recriar e enquadrar as narrativas enviadas por e-mail (acessível na página de Contacto).

Porque o tempo é desmedido mas o espaço limitado, os textos enviados devem respeitar um tamanho padrão (nunca superior ao equivalente a uma página A4-2000 caracteres). Se a narrativa não for publicada na íntegra, será respeitado o seu sentido e mantidos os nomes aí mencionados. É também garantido o anonimato aos que expressamente o pedirem. 

Dar a volta ao texto do “não tenho jeito para escrever”

A tua história não ficará por contar. Atira-te às teclas! Mas se não o quiseres fazer tu, envia umas breves linhas ou um esboço do que queres trazer a público. O resto é por conta da Personagem– é ela quem tratará de te encontrar uma voz e compor a narrativa.

Quem conta um conto acrescenta-se ao ponto

No início de cada publicação é feita a referência a quem (ainda que anónimo) quis trazer a sua história a este ecrã.

Quer o texto enviado se mantenha inalterado quer seja adaptado ou recriado a partir de um esboço, tal referência surge como A Personagem encontra X (ou A Personagem encontra um anónimo).

Este é um percurso que vamos construindo a várias mãos, um romance vivo em que cada um de nós é narrador e personagem e leitor. Talvez que do nosso ponto de encontro resulte um encontro maior, naquilo que em todos nós é voz– e vontade de nos reconhecermos na história de outros.

Rosário Anselmo

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