4 pensamentos sobre “

  1. Olá Rosário!
    “Quando dei por mim estávamos a atravessar a ponte sobre o rio. Atravessar é uma forma demorada de dizer. A paisagem passava a uma velocidade tão furiosa que tudo furiosamente desaparecia: o barco era já um barquinho para logo ser ponto e logo nada, as casas nem casinhas seriam, só gente vaga logo apagada lá para trás. Voltámos pelo mesmo caminho e nos mesmos modos. Eu estava um bocado mal-disposta, sobretudo porque nem tinha tido tempo para reclamar.”

    Será que queria dizer: estávamos a atravessar o rio pela ponte (sim porque se caminhar numa ponte atravessando-a só vai de margem a margem da mesma).

    Para não repetir na mesma frase o furiosa, talvez: A paisagem passava tão velozmente que tudo furiosamente desaparecia. E ainda, maldisposta

    Não se ofenda, os nossos locutores, infelizmente, também dizem atravessar a ponte. Pode parecer que eu quero mudar o mundo. Bom, é verdade, quero e sempre quis. Se no mundo tudo está a mudar à velocidade do milionésimo de segundo, porque é que eu não deveria de participar…?

    Tenho algumas histórias verídicas, embora só tenha publicado, no meu blogue a da minha “Amiga do Cavaquinho” a pedido da mesma:
    http://aboimdanobrega.blogspot.pt/search?q=amiga+do+cavaquinho

    Embora dificilmente os livros deem frutos, nunca desista do que ambiciona. Cuidado com o mundo actual porque nele manda o pior animal de todos, o dito ser humano.

    Ah, eu também escrevo com erros como toda a gente, e alguns são de estimação (repetidos há muitos anos).

    Desejo-lhe um futuro feliz e promissor,
    Félix Vieira

    Meus sítios na Net:
    http://aboimdanobrega.blogspot.com/
    http://br.youtube.com/taveiras
    http://pt-pt.facebook.com/people/Felix-Vieira/100000789004718

    • Muito obrigado, Félix, pelas palavras e pela visita. Pois tem toda a razão- “maldisposta”, claro. Devia estar mais para o bem-disposto quando escrevi 🙂 Quanto à sua primeira observação, o que pretendo é precisamente manter o tom coloquial e as marcas de oralidade. Repare, no contexto ninguém diria: “atravessar o rio pela ponte” ou “transpor a ponte” ou algo do género. Além de que o verbo “atravessar” está atestado no dicionário com os dois sentidos: o de “ir de lado a lado” e o de “passar além de”. De resto, que verbo utilizaria fazendo recair a acção sobre o nome “ponte” ?
      Quanto à repetição, o que tentei foi acentuar o efeito sugerido pela “fúria”, numa lógica de proporcionalidade: quanto mais furiosamente se avançava, mais furiosamente tudo desaparecia. Foi, portanto, uma opção estilística.
      Grata pela sua contribuição e simpatia. E se se deparar com um episódio que queira trazer aqui, cá o esperamos!

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